O PODER DO HUMOR PARA DISSEMINAR A CULTURA REGIONAL

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Sou um grande fã do comediante Jair Kobe, mas é provável que você o conheça simplesmente por Guri de Uruguaiana.

Pensando um pouco mais sobre a visibilidade que a cultura gaúcha ganhou em todo o Brasil com o talento desse humorista que, sem palavrões, bom gosto e verdadeiro respeito a cultura de sua região, conseguiu traduzir os costumes e tradições de um povo cheio de dialetos especiais, difíceis de entender até para quem mora no sul por muito tempo. A bombacha, a guampa de canha, o som gaúcho, o chimarrão e a criatividade são suas ferramentas para fortalecer a cultura e consequentemente transformá-la em fonte de renda como artista.

É maravilhoso trabalhar com aquilo que se gosta, fazendo as pessoas rirem e expressando seus costumes de forma positiva, deixando de lado o clichê e os velhos preconceitos.

Mas não estou aqui para falar necessariamente do Jair Kobe, mas usando o seu exemplo como comparação, temos aqui em nossa cidade algo muito semelhante, eles andam meio sumidos ultimamente, é verdade, mas qual sãomateuense que se preze não se lembra dos “Irmãos Nhanhowski”?

Com muito bom humor, esse grupo fez o mesmo sucesso que o Guri de Uruguaiana, na escala regional é claro, mas o potencial é tão grande como, talvez o projeto não tenha sido apoiado pela totalidade, ou até mesmo porque o humor não seja o objetivo da vida dos integrantes desse projeto, porém devemos lembrar e apoiar esse tipo de iniciativa, pois como o próprio título dessa postagem, o humor é uma ferramenta excelente para disseminar a cultura da região.

Alguns podem pensar que a linguagem utilizada e o sotaque “caipira” poderiam denegrir algum grupo étnico, mas de onde saiu aquele som, de onde veio aquele sotaque carregado e o jeito diferente de expressar as palavras? Será que é feio expressar a nossa cultura ou sentir vergonha de quem realmente somos ou de onde viemos? Acredito que não.

A maioria da população Sãomateuense veio do Campo, de longe a atividade econômica mais importante da região até os dias de hoje, onde essa maneira peculiar de se expressar é a identidade do povo.

Se você ainda não conhece o humorista Jair Kobe, confira a ótima entrevista entre ele e Rafinha Bastos:

Baixe também as músicas dos Irmãos Nhanhowski:
http://www.4shared.com/rar/jxoycSsT/file.html